CRITÉRIOS PARA ADMISSÃO DE PACIENTES DE UTI


“Este documento foi adaptado e segue validações, recomendações e normativas da VECCS / LAVECCS e BVECCS.”

A QUEM SE DESTINA UMA UTI?

Todo paciente em risco eminente e situação grave, com probabilidade de sobrevida e recuperação, tem indicação para admissão em Unidade de Terapia Intensiva ou Intermediária. Os cuidados nestes regimes permitem uma melhor recuperação, aumentando as chances de sobrevida e diminuição do tempo de tratamento. Geralmente necessitam de cuidados específicos, de observação frequente e apresentam um importante comprometimento das funções vitais.

Pacientes críticos precisam ser admitidos na UTI antes que haja piora do quadro e a sua recuperação se torne impossível, precisam de cuidados constantes à beira leito e atenção rápida e especializada.

Com o objetivo de facilitar a triagem e admissão destes pacientes, a utilização de critérios e classificação por cores podem ser aplicados na rotina interna do Hospital e auxiliará o planejamento e acionamento da equipe de sobreaviso da UTI.

Toda indicação para regimes de tratamentos diferentes podem ser subjetivos e de caráter pessoal, por isso, além dos protocolos disponíveis e classificações para triagem, estamos a disposição para contato a qualquer momento e auxiliar no planejamento das admissões, Animal Care!

QUAIS OBJETIVOS E METAS BUSCAMOS ATINGIR EM PACIENTES CRÍTICOS?

Metas Fisiológicos: Manter níveis de PaCO2 <50mmHg, PaO2 > 60mmHg e SpO2 >90mmHg, visando aumentar o volume pulmonar, previnir e tratar atelectasia; Manter valores aceitáveis de oxigenação arterial; Otimizar a capacidade residual funcional; Reduzir o trabalho muscular respiratório;

Metas Clínicas: Reverter a hipoxemia e acidose respiratória aguda; Permitir sedação no uso de anestesia onde se administrar fármacos em doses potênciais para interferir no controle central normal da respiração; Facilitar acesso cirurgico;

  • Pacientes instáveis, críticos, que necessitem de cuidados e monitorização contínua e que não podem ser providos fora do regime intensivo. Em geral, esses tratamentos são de suporte ventilatório, drogas vasoativas em infusão contínua, suporte dialítico, instabilidades hemodinâmicas refratárias, choque, insuficiência respiratórias, falhas multiorgânicas, risco de morte eminente ou situações que possam gerar complicações as quais requeiram intervenções imediatas ou monitorização de suporte, como por exemplo procedimentos cirúrgicos complexos e anestesia de rotina.

  • Pacientes que necessitem de “ventilação protetora” por algumas horas no momento da estabilização emergêncial.

Os pacientes devem ser avaliados de acordo com o estado geral, condição atual, risco de complicações e de acordo com a patologia de base, patologias associadas e evolução clínica. Podem ser elas de origem:

  • Cardiovascular: choque cardiogênico, arritmias, necessidade de suporte hemodinâmico invasivo e constante, insuficiência cardíaca congestiva aguda com insuficiência respiratória, emergências hipertensivas, pós reanimação de parada-cardiorespiratótia.

  • Respiratório: pacientes em estado de deteriorização respiratória, insuficiência respiratória aguda com necessidade de suporte ventilatório.

  • Neurológia: Alteração do nível de consciência mesmo após realização das abordagens emergênciais primárias, coma metabólico, tóxico ou anóxico, hipertensão intra-craniana ou reflexos de cushing, trauma crânio-encefálico, status epilético.

  • Gastroenterologia: hemorragias digestivas com sinais de choque, insuficiência hepática, sídromes compartimentais (HIC, HIA e HIT).

  • Endócriono: Cetoacidose diabética com possibilidade de coma hiperosmolar, distúrbios hidroeletrolíticos e a acido-básicos grave.